quinta-feira, 26 de março de 2009

Poesia


Imaginem a cena:
Estou a trabalhar, com a porta do gabinete escancarada, e entra o Director Geral (espanhol, convém recordar porque é relevante para a estória): "Quando fui comprar o jornal esta manhã, trazia um brinde. Como ainda não me sinto apto a ler um livro em Português, ainda para mais de poesia, pensei imediatamente: já sei, vou dá-lo à "minha Actuária" (assim me chama habitualmente). Aqui o tens, ofereço-to com muito gosto!"
Agradeci, derretida.

Não perguntem qual é, não interessa. Mesmo que detestasse o autor, este livro terá sempre um lugar especial nas minhaS estanteS...

(e já é a segunda vez esta semana, que a saudade se insinua, devagarinho, como a avisar que não vão ser "favas contadas"...)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um domingo diferente

Place de la République, manhã de domingo.
Faz sol, muito sol, depois de três cinzentos, por isso a praça está cheia de gente que olha, regalada, a sua sombra.
Passeio com eles, revivo outros passeios, num passado lá muito atrás... Ela afasta-se um pouco, à procura do seu ângulo para mais uma fotografia. Ele vai comprar churros para os três. Abandonamos a praça, tomamos uma rua estreita onde o sol ainda não chegou. De repente, ele pára, acerca-se de um sem abrigo, oferece-lhe um churro.
Nenhum de nós comentou, tão natural foi, mas posso garantir que aquela rua ficou inundada de sol.
O domingo também se fez destes momentos...